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Por onde começar a fazer branding?

Um guia não definitivo de branding para empreendedores que buscam gerar mais valor!

Releitura da obra “La Trahison des images” de René Magritte. Tradução literal em português: Isto não é uma marca.

Olá! Eu sou o Leo, um fanático por marcas, e antes de explicar o que essa imagem tem a ver com branding, preciso te contar como descobri o que é fazer branding do jeito certo!

Sou designer gráfico atuante do Grupo IX, e como um bom entusiasta desse ramo, achava que a tradução literal de branding era o próprio logo de uma empresa. Mais tarde o termo branding se transformou em identidade visual e por último a junção disso tudo + as estratégias de comunicação da marca.

Sim, é uma confusão, e nem os profissionais da área conseguem definir o que é branding, mas eu encurtarei a sua caminhada com definições que facilitarão o seu entendimento sobre branding!

Ah, e já vou avisando, adoro frases de impacto, usarei quantas conseguir 😉

1 – Branding não é o que você diz que é, é o que os outros dizem sobre você — Marty Neumeier

Pare e pense um pouco nessa frase, isso muda muita coisa não é? Quando você se dá conta que branding não é sobre falar que você é bom em alguma coisa, mas sim fazer com que as pessoas enxerguem o que você diz ser, o jogo é outro.

Você pode estar se perguntando… “Leo, como eu vou controlar o que as pessoas pensam sobre minha marca?”

O primeiro passo é esse que Jesus ensinou: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” – João 8:32

A frase está descontextualizada da passagem bíblica, mas isso com certeza é uma verdade humana – ninguém gosta de ser enganado e se livrar de uma mentira é libertador! O triste é quando essa mentira é sua marca.

Não adianta falar uma coisa e fazer outra. Sua marca é vista pela forma como você cuida dela e a mantém no mercado! Por isso, não adianta dizer algo que a sua empresa faz ou é, sendo que isso é simplesmente uma mentira. Você estará destruindo sua reputação.

1ª lição: Para construir uma marca forte, você PRECISA falar a verdade.

Indicação de conteúdo incrível e introdutório sobre o tema. Conversa entre lendas – Chris Do, designer e influenciador, e Marty Neumeier, especialista em branding! Galera, já peço perdão antecipado pela entrevista estar em inglês, mas é só colocar a legenda automática e ser feliz 😉

“Uma marca é a intuição de uma pessoa sobre um produto, serviço ou organização. Ela existe nos corações e mentes dos indivíduos.” Marty Neumeier — The Brand Gap.

2 – Uma marca não faz branding, ela constrói

Não é fácil fazer tudo o que falamos até agora, já que construir o branding não é algo que tenha uma fórmula para todos, que você pega e lança nas ruas na esperança de dar certo, mas como diz minha grande amiga Ana Couto: “Marca é, faz e fala!”

E já citando outro profissional do branding brasileiro que admiro, André Lona: “Branding é tradução”

Juntando isso no liquidificador temos o seguinte passo a passo:

1 – Traduza aquilo que sua marca é;

2 – Comece a fazer aquilo que sua marca é;

3 – Comece a falar sobre aquilo que você fez.

Ufa, como isso é libertador, agora você entende que sua marca não precisa ser perfeita para existir? Se ela quer ser algo, ela pode ser, desde que ela realmente faça isso antes de se comunicar.

Assim como uma criança que sonha em ser astronauta, não basta simplesmente afirmar que foi para a lua quando adulto. Antes de proclamar ser um astronauta, é necessário passar por treinamento rigoroso, adquirir habilidades específicas e, finalmente, realizar a jornada ao espaço.

Da mesma forma, no branding não é suficiente apenas declarar ser uma determinada coisa; é crucial agir de acordo com essa identidade, demonstrando consistência e autenticidade em todas as interações.

2º lição: Construir branding é um processo cíclico de dizer que você é algo que realmente é ou se tornou.

Agora exemplificarei isso adaptando a frase de um designer: Branding pode ser o logo. O branding pode ser o produto. O branding pode ser as pessoas. Branding é tão simples, e por isso é tão complicado.

Frase original: “Design pode ser arte. O design pode ser estético. O design é tão simples, é por isso que é tão complicado.” Paul Rand

3 — As pessoas não compram o que você faz; elas compram o porquê você faz — Simon Sinek

The Golden Circle — Simon Sinek

Se ainda não viu esse clássico TED, essa é a hora de conhecer:

Das verdades ditas até aqui, talvez essa seja a mais importante, hoje em dia as pessoas não querem mais comprar um tênis, um smartphone, um carro… elas querem comprar aquilo que acreditam, ou seja:

Propósito

Quando alguém compra um Tesla, não está apenas comprando um carro tecnológico e “cool”, mas sim a ideia maluca de um cara que acredita que um dia vai colonizar Marte!

Não é mais sobre qual é mais barato, ou mais caro, qual é mais bonito ou mais interessante, mas é sobre qual marca se diferencia das demais e tem mais encaixe com seu propósito.

E assim como diz nosso grande amigo e estrategista de marcas, Marcos Hiller: “Posicionar é construir um PONTO DE VISTA da marca sobre a vida de seus consumidores”.

Pensando assim, podemos dizer que se posicionar é apresentar uma nova perspectiva de algo que o consumidor já conhece, mas ainda não enxergou.

Por exemplo, para nós do Grupo IX entendemos que hoje, o nosso papel é transformar marcas, testando, maturando e escalando negócios, baseados em dados, e não achismos!

Mas para todo resultado, precisamos de constância e trabalho duro em equipe! Assim surgiu nossa forma de dar match com o propósito das empresas que são nossas parceiras, sendo:

Fanáticos por resultados!

3ª lição: Ter um produto/serviço bom não é diferencial — isso é primordial e básico! O que irá diferenciar, mesmo, a sua marca das demais, é o seu propósito!

Isto não é uma marca.

Lembra dessa imagem? Agora você entende?

Espero que esse conteúdo possa incentivar você a se aventurar cada vez mais no mundo do branding. Seja bem-vindo ao Grupo IX, aqui somos Fanáticos por Resultados e alavancar a sua empresa!