Setembro chega ao fim e abre espaço para uma das fases mais importantes do calendário comercial.
A partir de outubro, empresas começam a intensificar campanhas, consumidores passam a pesquisar mais ofertas e o mercado se prepara para datas importantes, especialmente Black Friday e Natal.
Por isso, o encerramento de setembro representa muito mais do que uma mudança no calendário.
Na prática, este é o momento de revisar orçamento, mídia, estoque, metas e estrutura comercial antes que a pressão das vendas aumente.
A questão é simples:
Sua empresa está planejando os próximos meses ou apenas esperando novembro chegar?
Outubro precisa preparar novembro
Primeiramente, outubro deve funcionar como um mês de preparação.
Enquanto o consumidor começa a pesquisar produtos e serviços, a empresa precisa organizar suas ofertas e definir prioridades.
Além disso, o time de marketing deve analisar campanhas anteriores, públicos, canais e resultados.
Esperar a Black Friday para decidir tudo pode reduzir a capacidade de testar estratégias.
Por outro lado, utilizar outubro para experimentar criativos, ofertas e públicos permite acumular informações antes do período mais competitivo.
Assim, o planejamento de marketing deixa de ser uma atividade burocrática e passa a funcionar como ferramenta de decisão.
Black Friday não começa com um desconto
Muitas empresas ainda tratam a Black Friday como uma simples oportunidade para reduzir preços.
Entretanto, uma estratégia comercial precisa considerar muito mais.
Qual produto será priorizado?
Qual margem existe?
Quanto estoque está disponível?
Qual público possui maior potencial?
Quanto a empresa pode investir em mídia?
Além disso, qual meta de vendas precisa ser alcançada?
Essas perguntas ajudam a evitar uma situação comum: gerar demanda sem possuir estrutura para atendê-la.
Dessa maneira, a Black Friday deixa de ser apenas uma promoção e passa a fazer parte de uma operação comercial.
O orçamento precisa acompanhar as metas
Por outro lado, aumentar a verba de mídia apenas porque a Black Friday está chegando pode gerar decisões precipitadas.
Imagine uma empresa que investe R$ 20 mil por mês e decide colocar R$ 50 mil em anúncios em novembro.
Nesse cenário, qual resultado justificaria o aumento?
Quantas vendas adicionais seriam necessárias?
Qual custo de aquisição seria aceitável?
Quanto a empresa consegue atender?
Consequentemente, orçamento e metas precisam caminhar juntos.
Uma Assessoria de marketing pode ajudar a transformar essas perguntas em um plano de investimento baseado em dados, histórico e capacidade comercial.
Mídia precisa ser preparada para a disputa.
Da mesma maneira, a estratégia de mídia não deveria começar quando a Black Friday já estiver acontecendo.
Durante períodos comerciais importantes, muitas marcas aumentam seus investimentos.
Por isso, preparar campanhas com antecedência pode permitir testes e ajustes antes das semanas decisivas.
Em outubro, por exemplo, a empresa pode testar diferentes mensagens.
Depois, pode comparar públicos.
Em seguida, pode avaliar criativos.
Finalmente, pode direcionar mais verba para as estratégias que apresentaram melhor desempenho.
Assim, a mídia deixa de depender exclusivamente de apostas.
Estoque também faz parte do marketing
Além disso, existe um detalhe que muitas equipes esquecem: não adianta gerar demanda para aquilo que a empresa não consegue entregar.
Imagine um anúncio que apresenta um produto com alta procura.
A campanha funciona.
Os consumidores chegam.
Os pedidos aumentam.
Porém, o estoque termina rapidamente.
Nesse cenário, o marketing gerou resultado, mas a operação não conseguiu acompanhar.
Por isso, as áreas de marketing, compras, estoque e logística precisam conversar.
Dessa forma, a empresa consegue direcionar campanhas para produtos que possui capacidade real de vender.
O Natal começa antes de dezembro
Enquanto a Black Friday ocupa grande parte das discussões de novembro, o Natal também exige planejamento antecipado.
Muitos consumidores começam suas pesquisas antes de dezembro.
Por isso, a empresa pode estruturar uma jornada progressiva.
Primeiramente, campanhas podem trabalhar reconhecimento.
Depois, conteúdos podem ajudar na consideração.
Em seguida, ofertas podem estimular a intenção de compra.
Finalmente, campanhas de remarketing podem recuperar consumidores que demonstraram interesse.
Assim, a comunicação não depende exclusivamente de uma campanha criada poucos dias antes do Natal.
Metas precisam sair do papel
Além disso, estabelecer uma meta de faturamento não é suficiente.
Imagine que a empresa determine R$ 1 milhão em vendas para o último trimestre.
A partir daí, será necessário descobrir quantas vendas são necessárias para alcançar esse valor.
Depois, quantas oportunidades comerciais precisam existir.
Em seguida, quantos leads qualificados serão necessários.
Finalmente, quantas pessoas precisam chegar aos canais de aquisição.
Essa lógica permite construir uma cadeia de indicadores:
Faturamento → vendas → oportunidades → leads qualificados → leads → tráfego → investimento.
Consequentemente, fica mais fácil encontrar gargalos.
Se existe tráfego, mas poucos leads, a oferta ou a página pode precisar de revisão.
Se existem leads, mas poucas oportunidades, talvez a qualificação precise melhorar.
Por outro lado, se existem oportunidades e poucas vendas, o problema pode estar no atendimento ou no processo comercial.
Não olhe apenas para novos clientes
Outro ponto importante envolve a base atual.
Clientes que já compraram podem representar oportunidades de recompra, indicação, cross-sell e upsell.
Além disso, informações sobre compras anteriores podem ajudar a desenvolver ofertas mais relevantes.
Por exemplo, uma empresa pode identificar produtos que costumam ser comprados em conjunto.
A partir disso, pode criar campanhas específicas.
Dessa maneira, o último trimestre deixa de ser uma corrida exclusivamente por novos clientes.
O papel da Assessoria de marketing no último trimestre
Nesse contexto, uma Assessoria de marketing pode ajudar a integrar diferentes áreas da estratégia.
Em vez de trabalhar somente uma campanha de Black Friday, a operação pode conectar:
- Análise de dados;
- Tráfego pago;
- SEO;
- Conteúdo;
- Branding;
- Site;
- Landing pages;
- Geração de leads;
- Remarketing;
- Acompanhamento comercial.
Além disso, cada frente pode alimentar as decisões seguintes.
Uma campanha pode revelar um público mais responsivo.
Uma oferta pode apresentar conversão superior.
Enquanto isso, o comercial pode mostrar quais leads possuem maior potencial de compra.
Assim, marketing e vendas passam a trabalhar com informações compartilhadas.
Agência de marketing precisa olhar além dos anúncios
Da mesma forma, uma Agência de marketing pode contribuir muito mais quando entende o negócio como uma operação integrada.
Afinal, não adianta aumentar o número de anúncios se o site não converte.
Também não adianta gerar milhares de leads se o atendimento demora.
Além disso, não faz sentido investir mais em um produto sem estoque suficiente.
Por isso, uma visão de marketing 360 conecta comunicação, aquisição, dados, experiência e vendas.
O próprio Grupo IX apresenta sua atuação como uma assessoria de marketing 360 que combina dados, estratégia, tráfego pago, conteúdo orgânico, tecnologia e crescimento.
Checklist para fechar setembro
Por fim, antes de entrar em outubro, vale revisar pelo menos estes pontos:
- Metas de vendas;
- Orçamento de marketing;
- Produtos prioritários;
- Estoque;
- Ofertas;
- Públicos;
- Campanhas;
- Canais de aquisição;
- Estrutura do site;
- Páginas de conversão;
- Atendimento;
- Processo comercial;
- Indicadores;
- Estratégia de Black Friday;
- Planejamento de Natal.
Além disso, defina responsáveis e prazos.
Um planejamento sem execução vira apenas uma apresentação bonita.
Por outro lado, uma estratégia acompanhada por indicadores permite corrigir a rota enquanto ainda existe tempo.
O último trimestre pode representar uma oportunidade importante para empresas brasileiras que desejam acelerar vendas, fortalecer relacionamento e aproveitar o calendário comercial.
Entretanto, Black Friday e Natal não começam quando os anúncios entram no ar: começam quando a empresa decide quanto quer vender, quais clientes deseja conquistar, quanto pode investir e qual estrutura possui para transformar demanda em receita.
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