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Identidade visual que vende: o que marcas que crescem têm em comum

Hoje o mundo para para assistir a 32 seleções disputarem uma Copa do Mundo. E se você prestar atenção, vai perceber que não precisa ler o nome de nenhuma delas para saber quem é quem. O amarelo é o Brasil. O azul e branco é a Argentina. O vermelho é a Espanha.

Isso não é coincidência. É identidade visual funcionando no nível mais alto possível: reconhecimento instantâneo, sem uma palavra sequer.

Portanto, a pergunta que vale trazer para o seu negócio é direta: se alguém visse um post, um anúncio ou uma embalagem sua sem o nome da empresa, saberia que é você? Se a resposta demorou para vir, este post é para você.


Identidade visual não é logo. É linguagem.

Esse é o equívoco mais comum e mais caro que pequenas e médias empresas cometem. Investem em um logo, acham que resolveram a identidade visual e seguem em frente. Mas logo é só o começo. Afinal, identidade visual é o conjunto completo de elementos visuais que fazem uma marca ser reconhecível em qualquer contexto.

Cores, tipografia, padrões gráficos, estilo de fotografia, forma de diagramar um post. Tudo isso comunica antes de qualquer palavra. E tudo isso, quando inconsistente, gera confusão. Quando consistente, gera familiaridade. Consequentemente, familiaridade gera confiança. E confiança, no final das contas, é o que abre a carteira do cliente.

A Nike não precisa escrever o nome em cada peça de comunicação. O swoosh já diz tudo. Essa é a meta. Pode parecer distante para uma PME, mas o princípio é exatamente o mesmo, independentemente do tamanho do negócio.


O que marcas que crescem têm em comum

Não é budget. Não é agência famosa. O que marcas visuais fortes têm em comum é algo mais acessível do que parece: clareza e consistência.

Elas sabem quem são antes de decidir como parecem

Identidade visual forte começa com identidade de marca forte. Ou seja, antes de escolher uma paleta de cores ou uma tipografia, é preciso ter clareza sobre o que a marca representa, para quem fala e o que quer transmitir.

Uma marca que quer transmitir sofisticação não pode usar as mesmas cores e fontes de uma que quer transmitir acessibilidade. Por isso, empresas que pulam a etapa estratégica e vão direto para o visual acabam com uma identidade que parece bonita mas não comunica nada de específico. Bonito sem propósito é decoração. Não é marca.

Elas mantêm consistência em todos os pontos de contato

O Instagram tem uma linguagem. O site tem outra. O cartão de visita tem uma terceira. Esse é o cenário mais comum nas PMEs e também o mais prejudicial para a construção de marca.

Toda vez que o cliente encontra sua empresa em um canal diferente e não reconhece a mesma identidade, ele precisa reconstruir a confiança do zero. Portanto, consistência visual não é perfeccionismo de designer. É economia de esforço de marketing.

Elas evoluem sem perder o fio

Marcas fortes se atualizam. O logo da Coca-Cola já passou por dezenas de revisões ao longo de mais de um século. No entanto, em nenhuma delas você deixou de reconhecer que era Coca-Cola.

Evolução visual é saudável e necessária. O que não pode acontecer é a mudança completa de identidade a cada novo designer contratado ou a cada vez que o dono “enjoou” do visual atual. Marca se constrói com tempo e repetição. Mudar tudo do zero, portanto, é jogar esse ativo fora.

Elas tratam o visual como ferramenta de venda, não de estética

Esse é o ponto que mais diferencia marcas que crescem das que ficam estagnadas. As que crescem não olham para a identidade visual e perguntam “ficou bonito?”. Perguntam “isso comunica o que precisa comunicar para o cliente certo, no momento certo?”

Sobretudo, elas entendem que cada elemento visual tem uma função. A cor carrega emoção. A tipografia comunica personalidade. O espaçamento indica sofisticação ou acessibilidade. Nada, portanto, é escolhido por gosto pessoal. Tudo é escolhido por estratégia.


Por que identidade visual inconsistente custa dinheiro

A conta parece abstrata, mas é bem concreta. Quando a identidade visual é inconsistente, cada peça de comunicação precisa trabalhar mais para ser reconhecida. Anúncios custam mais porque o público não associa imediatamente aquele visual à marca. O processo de decisão do cliente demora mais porque a confiança não foi acumulada visualmente ao longo do tempo.

Além disso, há um custo direto que muita empresa ignora: o retrabalho. Sem um guia de identidade visual claro, cada novo post, cada novo material, cada nova campanha começa do zero. Consequentemente, o resultado é uma comunicação que parece de empresas diferentes dependendo de quando o cliente olha.

Portanto, investir em identidade visual não é gasto estético. É redução de custo operacional e aceleração de reconhecimento de marca. Os dois ao mesmo tempo.


O que uma identidade visual bem construída precisa ter

Não precisa ser complexo. Precisa ser completo. Uma identidade visual funcional para uma PME passa, no mínimo, pelos elementos visuais abaixo.

Os elementos essenciais

  • Logo com variações: versão principal, versão reduzida para ícone e versões para fundos claros e escuros. Logo que só funciona em uma versão é logo que vai ser mal usado.
  • Paleta de cores definida: cor principal, cores secundárias e cor de texto. Com os códigos exatos, não só “um azul”. Afinal, azul tem milhares de variações e cada uma comunica algo diferente.
  • Tipografia estabelecida: no mínimo uma fonte para títulos e uma para corpo de texto, preferencialmente com orientação de quando usar cada uma.
  • Padrão de imagens e fotografia: estilo, temperatura de cor, tipo de enquadramento. Isso é o que faz um feed de Instagram parecer coerente ou uma colcha de retalhos.

O documento que amarra tudo

Tão importante quanto os elementos em si é o guia de aplicação. Ou seja, o documento que reúne tudo isso e orienta qualquer pessoa, designer ou não, a aplicar a identidade de forma correta em qualquer situação.

Com esse guia em mãos, a identidade para de depender do bom senso de cada pessoa envolvida na comunicação. Consequentemente, o resultado fica consistente independentemente de quem executa.


Hoje, enquanto 32 seleções entram em campo carregando décadas de identidade construída, vale lembrar que nenhuma delas chegou aí por acidente. Cada cor, cada escudo, cada uniforme é resultado de escolhas intencionais repetidas ao longo do tempo até virarem símbolo.

O seu negócio pode não estar disputando uma Copa. Mas disputa atenção, confiança e preferência todos os dias. E nessa disputa, quem é reconhecido leva vantagem sobre quem ainda precisa se apresentar.

Grupo IX constrói identidades visuais com estratégia por trás, do posicionamento de marca à aplicação em todos os canais de comunicação. Porque no final, o cliente não compra só o produto ou o serviço. Compra a confiança que a marca construiu antes mesmo de ele abrir a carteira.

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